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CAMPANHA SALARIAL DO ABC
VITÓRIA DOS TRABALHADORES!
Por Suely Torres
 
O sindicato patronal do ABC tentou descumprir a Convenção Coletiva de Trabalho, orientando as empresas para não pagarem os direitos dos trabalhadores, com os quais ele havia concordado durante o processo de negociações da Campanha Salarial. Indignados, os trabalhadores foram luta e realizaram greves em vrias empresas. 
 
Diante do enfrentamento que o nosso Sindicato fez, lutando e mobilizando os trabalhadores, o sindicato patronal não teve alternativa a não ser cumprir o que havia acordado nas negociações e assinou a Convenção Coletiva de Trabalho, conforme mostra o fac-smile abaixo:
 
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“ Essa foi uma grande demonstração de unidade, compromisso, luta e, principalmente, de confiança que os trabalhadores da nossa categoria têm com o nosso Sindicato. Os patrões não queriam cumprir com a palavra dada, e os trabalhadores confiaram no nosso Sindicato, foram luta e conseguimos reverter todo o processo. ” Diz Chiquinho Pereira, presidente do nosso Sindicato. 
 
TRABALHADORES DO ABC FAZEM GREVE CONTRA A RETIRADA DE DIREITOS E PATRÃO OBRIGADO A RECUAR!
 
O proprietrio da Padaria Garoa Paulista, em São Bernardo do Campo, que tambm diretor do Sindicato Patronal do ABC, tentou descumprir a Convenção Coletiva de Trabalho deixando de pagar alguns direitos dos trabalhadores, com os quais ele havia concordado durante o processo de negociações da Campanha Salarial. 
 
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Greve na Padaria Garoa Paulista, no ABC, paralisação das atividades pelo não cumprimento da Convenção
Coletiva de Trabalho (Foto: Paulo Rogrio "Neguita")
 
Tentou e foi surpreendido com a reação dos trabalhadores que entraram em greve na segunda-feira (18/09), a partir das 05:00 horas da manhã, com adesão de 100% dos funcionrios. Indignados, os trabalhadores cruzaram os braços e s retornaram ao trabalho quando o patrão resolveu recuar e pagar o devido aos trabalhadores. 
 
O nosso Sindicato, que desde a madrugada estava junto com os funcionrios da padaria pressionando o patrão para cumprir a CCT, ao tomar conhecimento do problema, agiu rapidamente e lembrou ao dono da Garoa Paulista que Acordo para ser cumprido, pois uma parte importante na relação de trabalho e, portanto, não se trata de uma brincadeira ou de um faz de conta. 
 
Os direitos dos trabalhadores são fundamentais para se estabelecer uma relação de equilbrio entre capital e trabalho, pois em qualquer aspecto dessa relação o trabalhador sempre o elo mais fraco e, portanto, o bom senso e a justiça são os principais elementos a se considerar. Fazer de conta que concorda com os termos da CCT e depois não querer aplic-los não uma atitude muito correta. 
 
Pedro Pereira, vice-presidente do nosso Sindicato, que acompanhou a greve desde o incio, foi um dos diretores que conversou com o proprietrio da padaria Garoa Paulista e deu o recado: “Ns fizemos uma Convenção Coletiva em comum acordo, onde acertamos um reajuste de 3,5% e manutenção de todas as clusulas da CCT anterior. O que vale para os trabalhadores são esses termos. Não inventem outros, pois, caso contrrio, os trabalhadores irão lutar para defender os seus direitos. E, para isso, usaremos os meios necessrios. ”
 
PATRONAL NÃO HONRA A PALAVRA E QUEBRA ACORDO COM OS TRABALHADORES
 
Depois que começaram as negociações com o sindicato patronal do ABC (a data-base da nossa categoria no ABC 1 de junho), fomos surpreendidos: os patrões apresentaram uma pauta de reivindicação retirando
vrias clusulas econômicas e sociais da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), conquistadas h dcadas pelos trabalhadores e, em contrapartida, concederiam aumento real para categoria. Proposta que foi rejeitada imediatamente pelo nosso Sindicato. 
 
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Assembleia da Campanha Salarial ABC/2017, realizada em março deste ano (Foto: Paulo Rogrio "Neguita")
 
“Desde quando foi apresentada e se deu incio aos debates sobre essa proposta de Reforma Trabalhista, ns j dizamos que ela tinha sido gestada entre os empresrios e o governo. Todos os itens estão bastante amarrados e todas as alternativas são para beneficiar, sempre, os empresrios, nunca os trabalhadores. E o resultado ns estamos vendo. Vamos ter muita luta pela frente” Diz Chiquinho Pereira, presidente do nosso Sindicato. 
 
Os patrões queriam retirar o plano de sade, o abono do Dia do Padeiro, fim da estabilidade do retorno das frias, a ave na cesta de natal, a folga aos domingos, suspensão do pagamento da cesta bsica, não pagamento da PLR, entre tantas outras conquistas. 
 
Alm dessas indecentes propostas, o sindicato patronal ainda queria a adoção do banco de horas; diminuir o horrio das refeições para 30 minutos; fracionar as frias em três (3) vezes; compensação de horas extras na semana posterior; dispensar o controle de jornada para as empresas com at 20 funcionrios; retirar a estabilidade no perodo de dissdio coletivo e tantas outras aberrações. 
 
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Assembleia da Campanha Salarial ABC/2017, realizada em maio deste ano (Foto: Paulo Rogrio "Neguita")
 
 
 
O nosso Sindicato, de pronto, rejeitou a proposta, ficando acordado entre as partes (Sindicato dos Trabalhadores e sindicato patronal) que todas as clusulas das Convenções Coletivas anteriores seriam mantidas e o reajuste seria a reposição da inflação do perodo com um arredondamento contbil. Essa proposta menos prejudicial para os trabalhadores, pois garante a manutenção de inmeros direitos. 
 
Os patrões acreditam que s porque est na Lei, est imposto e pronto. Alis, eles estão sendo contraditrios, pois a nova Lei diz que o negociado deve e pode se sobrepor ao Legislado.
 
QUEBRA DE ACORDO
 
Para Chiquinho Pereira, presidente do nosso Sindicato, lamentvel que, depois de realizado e selado o Acordo, inclusive de ter finalizada a redação da Circular em conjunto, o sindicato patronal rompa o acordo e altere a minuta colocando todos os itens que retiram os direitos e que constam na Convenção Coletiva anterior. Isso , claramente, uma atitude de pessoas que não cumprem com a palavra dada. Para ns, essa uma maneira pouco convencional de pessoas que se dizem representar um dos maiores setores econômicos do pas. 
 
E pasmem, mesmo depois da minuta da Convenção Coletiva estar no site da Superintendência do Trabalho (antiga DRT) para homologar, o sindicato patronal introduziu alterações no texto que j havia sido negociado e acordado. O que foi a gota d’gua para ns. Alm disso, os patrões tiveram a insensatez de enviar um comunicado aos escritrios de contabilidade das empresas suspendendo os efeitos da Convenção Coletiva de Trabalho 2016/2017 e, consequentemente, a CCT 2017 e 2018. 
 
Ao tomar conhecimento da atitude lastimvel dos patrões, o nosso Sindicato encaminhou ofcio reiterando o que foi Acordado na Mesa de Negociação e, portanto, rejeitando as modificações proferidas pelo sindicato na minuta da CCT. Ou seja, para o nosso Sindicato o que vale o que foi Acordado entre as partes e não as alterações feitas pelos patrões na calada da noite, de forma desrespeitosa e, no mnimo, de maneira estranha ao processo democrtico que deve percorrer uma negociação.
 
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Convenção Coletiva de Trabalho 2017/2018 firmada e reconhecida entre o nosso Sindicato
e o sindicato patronal, que est sendo descumprida pelos patrões do ABC