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SE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA NÃO PASSAR, GOVERNO...

SE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA NÃO PASSAR, GOVERNO PENSA EM ACABAR COM ABONO SALARIAL!
Por Suely Torres
 
previdenciaJORNAL
(Foto: Paulo Rogério "Neguita")
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Chocante não? Mas, infelizmente, é verdade o que está escrito na manchete dessa matéria. Se o governo não conseguir aprovar a Reforma da Previdência, sua equipe econômica (mais conhecida como caçadores e eliminadores de direitos) estuda a possibilidade de acabar com o abono salarial: aquele benefício que é pago, anualmente, aos trabalhadores inscritos no PIS/Pasep e que ganham até dois salários mínimos.
 
Lamentavelmente, outra alternativa que o Governo estuda para sanar os cofres públicos é parcelar em até três meses o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), adiando, desta forma, o recebimento do Seguro Desemprego para o trabalhador, que só poderá dar entrada ao pedido depois de três meses, caso não arrume outro emprego.
 
Veja, para equilibrar as finanças e sanar o déficit da União, o Governo Federal apresenta as propostas de Reformas trabalhista, previdenciária e a Lei da Terceirização, com o falso argumento de que essas medidas irão gerar emprego e alavancar o desenvolvimento econômico do país. 
 
Todos os estudos realizados por especialistas nos temas mostram que esse argumento, além de falso, é perigoso, pois irá provocar um retrocesso nas relações entre capital e trabalho assustador, com consequências sem precedentes para os trabalhadores, com risco de aumento do desemprego e diminuição do poder de compra da população economicamente ativa. Ou seja, daqueles que conseguir se manter no emprego.
 
Portanto, fica cada dia mais claro que o objetivo desse Governo não é apenas resolver a crise econômica do país, mas, atender, cegamente, aos interesses dos empresários e do grande capital, tirando das costas dos trabalhadores, principalmente dos que mais precisam a solução para garantir os lucros dos patrões. 
 
O que o governo e os grandes empresários precisam é encontrar saída para a crise da economia sem, no entanto, sofrer qualquer perda. 
 
Essa paga fica por conta dos trabalhadores que, nos últimos períodos vem acumulando perdas, sem ter sofrido qualquer ampliação nos direitos. A luta tem sido apenas para manter as conquistas e, mesmo assim, o único acúmulo que o trabalhador brasileiro tem tido é de lutas para evitar que retirem seus direitos.
 
O pior é que a equipe econômica do Governo apresenta como “Justificativa” para acabar com o Abono salarial o fato de ele ter sido criado há 46 anos, e que, portanto, não se justifica mais. O argumento é que o benefício foi criado na década de 1970, quando não havia política de valorização do salário mínimo com ganhos reais e nem rede de proteção social. 
 
É triste, mas, a impressão que se tem é que o Governo decidiu brincar com o destino do povo e da nação brasileira. Fica difícil entender uma proposta de Reforma da Previdência que impõe aos homens 65 anos e às mulheres 62 anos de idade mínima e 25 anos de contribuição para ter o direito a se aposentar, e de forma não integral.
 
Uma proposta de Reforma onde as regras para o regime de transição entre o atual e o novo sistema de Previdência, tinham como critérios específicos para fazer parte, por exemplo, mulheres acima de 45 anos e homens acima de 50 anos. Sem falar na proposta desumana que iguala a idade mínima e o tempo de contribuição do trabalhador rural ao do trabalhador urbano: 65 anos de idade para homens e mulheres e 25 de contribuição, como se isso fosse possível, pois são realidades completamente diferentes. A luta e a atenção dos trabalhadores e do povo devem ser redobradas nos próximos dias. 
 
Se a Reforma da Previdência não for aprovada, está muito lógico que o Governo Federal buscará alternativas tão perversas quanto as já apresentadas para salvar os interesses dos empresários e do capital em detrimento dos interesses dos trabalhadores e do Brasil.