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Trabalhadores fazem greve contra a retirada de...

CAMPANHA SALARIAL DO ABC - 2017

TRABALHADORES FAZEM GREVE CONTRA A RETIRADA DE DIREITOS E PATRÃO É OBRIGADO A RECUAR!

Por Suely Torres - Publicado em 18/09/2017 

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(Foto: Paulo Rogério "Neguita")

O proprietário da Padaria Garoa Paulista, que também é diretor do Sindicato Patronal do ABC, tentou descumprir a Convenção Coletiva de Trabalho deixando de pagar alguns direitos dos trabalhadores, com os quais ele havia concordado durante o processo de negociações da Campanha Salarial.

Tentou e foi surpreendido com a reação dos trabalhadores que entraram em greve nesta segunda-feira (18/09), a partir das 05:00 horas da manhã, com adesão de 100% dos funcionários. Indignados, os trabalhadores cruzaram os braços e só retornaram ao trabalho quando o patrão resolveu recuar e pagar o devido aos trabalhadores.

O nosso Sindicato, que desde a madrugada estava junto com os funcionários da padaria pressionando o patrão para cumprir a CCT, ao tomar conhecimento do problema, agiu rapidamente e lembrou ao dono da Garoa Paulista que Acordo é para ser cumprido, pois é uma parte importante na relação de trabalho e, portanto, não se trata de uma brincadeira ou de um faz de conta.

Os direitos dos trabalhadores são fundamentais para se estabelecer uma relação de equilíbrio entre capital e trabalho, pois em qualquer aspecto dessa relação o trabalhador é sempre o elo mais fraco e, portanto, o bom senso e a justiça são os principais elementos a se considerar. Fazer de conta que concorda com os termos da CCT e depois não querer aplicá-los não é uma atitude muito correta.

Pedro Pereira, vice-presidente do nosso Sindicato, que acompanhou a greve desde o início foi um dos diretores que conversou com o proprietário da padaria Garoa Paulista e deu o recado, “Nós fizemos uma Convenção Coletiva em comum acordo, onde acertamos um reajuste de 3,5% e manutenção de todas as cláusulas da CCT anterior. O que vale para os trabalhadores são esses termos. Não inventem outros, pois, caso contrário, os trabalhadores irão lutar para defender os seus direitos. E, para isso, usaremos as armas necessárias. ”

 

 

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