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A REFORMA TRABALHISTA, OS TRABALHADORES, E OS ATAQUES AOS SINDICATOS
Por Suely Torres
 
jornal201reforma8
 
A nova Lei Trabalhista entrou em vigor no dia 11 de novembro do ano passado. fundamental que os trabalhadores tenham clareza sobre os perigos dessa nova Lei. Ela permite o trabalho intermitente, homologações (acerto de contas) nas empresas sem a presença do Sindicato, parcelamento das frias, diminuição dos horrios das refeições para 30 minutos, que as mulheres grvidas ou lactantes trabalhem em ambientes insalubres, dificulta o direito a aposentadoria, ao FGTS e Seguro Desemprego, entre tantas outras medidas que s prejudicam os trabalhadores. 
 
importante alertar sobre o tipo de contrato de Trabalho Intermitente, onde as empresas podem contratar um funcionrio para trabalhar esporadicamente e pag-lo apenas pelo perodo em que prestou seus serviços. Na prtica funciona assim: O patrão (empresa) faz um contrato com um funcionrio que fica sua disposição at ser “convocado” para o trabalho. O trabalhador, então, presta serviços empresa pelo tempo combinado, seja qual for esse perodo — três horas, duas semanas, não importa, e receber um pagamento referente s horas trabalhadas. E tem mais, se o trabalhador faltar ao emprego, mesmo sendo por uma hora ou um dia, ele pagar uma multa de 50% ao patrão, referente aos dias ou horas não trabalhadas. Ou seja, uma forma de escravidão modernizada.
 
Alm dos pontos citados acima, a nova Lei Trabalhista instituiu o princpio do negociado sobre o legislado, o que significa que as Convenções Coletivas e os Acordos Coletivos de Trabalho podem sobrepor s regras
estabelecidas na Legislação Trabalhista. A princpio não h problema nesse item, pois em uma categoria que tem um sindicato forte, com o poder de conquistar avanços nas questões econômicas e clusulas sociais, essa proposta não prejudicar os trabalhadores. No entanto, existem inmeras categorias que os sindicatos não têm poder de negociação e, muitas vezes, nem têm estrutura e, nesses casos, os trabalhadores poderão ter seus direitos extremamente prejudicados, correndo o risco de perder, por exemplo, aumento na jornada de trabalho, diminuir o valor da PLR e dos salrios.
 
O Banco de Horas poder ser implantado pelo patrão sem a participação e negociação do sindicato, podendo ser negociado diretamente entre empresa e funcionrio, o que ir permitir maior pressão dos patrões em cima do trabalhador. Outra maldade da nova Lei o aumento da Jornada de Trabalho que poder ser de at 12 horas seguidas. 
 
Como forma de atacar os sindicatos, a nova Lei instituiu a contribuição sindical facultativa ou voluntria. A intenção extinguir, na prtica, esta e outras formas de custeio para os sindicatos, que at poderão descontar a contribuição dos empregados, desde que o trabalhador autorize. Por esta orientação expressa, vê-se qual foi intenção do governo, dos empresrios e do capital: prejudicar financeiramente os sindicatos. Sem recursos materiais e financeiros, o Sindicato não poder fazer frente aos danos que irão atingir os trabalhadores.