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CADÊ OS MILHÕES DE EMPREGOS?

CADÊ OS MILHÕES DE EMPREGOS?
Por Suely Torres
 
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(Foto: Paulo Rogrio "Neguita")
 
O desemprego, por mais que o governo Temer tente mascarar, atinge diretamente mais de 14 milhões de pessoas. Dados do IBGE publicados no incio de agosto deste ano apontam que em julho 65,6 milhões de pessoas estavam fora da força de trabalho. Os dados, de acordo com economistas e sindicalistas, refletem o fenômeno conhecido por “desalento”, que define o momento em que a população desiste de procurar emprego, depois de muito tentar e não obter sucesso.
 
Segundo o IBGE, dos 91,2 milhões de ocupados, ao menos 40,6% estão no mercado informal, atingindo 37,3 milhões de pessoas, seja em trabalhos no setor privado sem carteira assinada, ou trabalhando por conta prpria sem CNPJ. J o nmero de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada atingiu 32,8 milhões de pessoas, o menor nvel desde 2012.
 
Os dados acima apontam o crescimento do “emprego informal” ou como popularmente conhecido “bico”, o qual isenta o trabalhador de quaisquer direitos como, por exemplo, direito as frias, 13o salrio, FGTS, aposentadoria, entre tantos outros. Alm de gerar, no dia a dia desses trabalhadores e trabalhadoras, a insegurança de conseguir levantar os recursos que lhes garantam o sustento de suas famlias.
 
Lamentavelmente, o trabalho formal foi o nico gerado pela Reforma Trabalhista, a exemplo dos milhares de trabalhadores que, por falta de opção, percorrem inmeras cidades vendendo ovos a preços populares para poder sustentar as suas famlias.
 
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O fato que o desemprego tem levado milhares de trabalhadores e trabalhadoras a pensarem se amanhã terão condições de colocar o pão, o leite, o feijão para alimentar seus filhos, ou se terão condições de pagar a conta de luz, de gua ou o aluguel.
 
Na opinião do economista e professor da Unicamp Luiz Gonzaga Belluzo, o governo não tem colocado em prtica medidas para reduzir a situação do desemprego e precarização do trabalho. Para ele, “a esperada e proclamada recuperação da economia não se materializou.”